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sexta-feira, 18 de março de 2011

Soltando o verbo: Oi?


Oi? Oi, OI!

Am i crazy? Não, ainda não...rsrsrs..vou já começar a falar sobre esse oi.

Começo dizendo que minha mente é muito aberta, saudável e flexível. Sim, tenho a capacidade de escutar as pessoas sem julga-las e de não absorver besteiras que não me acrescentam em nada. Isso foi a Psicologia que me ensinou? Não, não, desde pequena eu devo passar pelo menos umas 6 horas seguidas do dia pensando a respeito da vida, do meu futuro, do que anda acontecendo e principalmente sobre o comportamento humano, de um modo geral, começando pela análise do meus atos.

Hum...isso faz bem? Bom, não sei, para mim faz, para os outros não sei, tem todo tipo de gente e já conheci algumas pessoas que disseram não apreciar ficar pensando a respeito de si mesmas. Enfim, cada um com seus problemas...kkkkk.

E o foco? O foco!!! É, eu me perco do foco do que deveria falar e acabo fazendo uma viagem a la Pequeno Príncipe para depois voltar ao Planeta Terra.

Essa semana como eu disse a vocês retornei as minhas aulas e daí vendo e convivendo com aquele turbilhão de pessoas, eu sempre sou alvo fácil de confissões e conversas que vem do nada, é, do nada. Surpreendentemente em uma correria danada (lê-se andando em um sol de 40º graus) estava indo para os correios colocar uma encomenda, aí me aparece uma criatura que nunca vi antes mais verde e começa a puxar papo, perguntando sobre o que eu acho dos adolescentes hoje em dia e eu com a cara de (oi?) continuei andando até que expliquei que estava ocupada e que tinha que resolver um compromisso urgente, tá, mas antes para não ser indelicada eu até respondi algumas coisinhas e comentei qualquer coisa. Graças a Deus, ela entrou no banco e me deu uma folguinha pois não poderia dar a atenção que ela merecia naquele momento, aí ando, ando e chego nos correios, fila enorme, esqueci o cep de casa e nada de lembrar, telefone, pergunta ao pai se ele lembra, mãe ligando na outra linha, amiga mandando mensagem e o calor comendo meu juízo, aí quando finalmente todos aqueles seres são atendidos, chega a minha vez (ÊÊÊÊ) e o bendito caixa resolve fazer terapia comigo (oi?) conversa sobre a vida dele, sobre as doenças da mulher dele, sobre o telefone que não para de tocar o dia todo, sobre sei lá mais o quê que eu nem quero lembrar, aí como se já não bastasse ele olha para o meu rosto e diz: você faz que curso? Psicologia, né? tem cara de psicóloga, de quem vai escutar muito ainda [...] OI? OI? OI?
O cara tem uma bola de cristal ou eu entrego tanto a cara de estudante de Psicologia?

Que seja, que seja.

Pensaram que essa realidade se resume a Universidade? Não mesmo, semana passada fui comprar um shampoo e fiquei presa (oi?) na sessão de cosméticos por mais de 2 horas e minha mãe pensando que eu tinha sido raptada...kkkkkkkkkkkkk. Isso tudo porque a mulher queria contar de problemas do casamento dela, conselheira amorosa AQUI!

Ufa! Eu tinha que compartilhar isso com vocês. Andei refletindo sobre isso esses dias e cheguei à seguinte conclusão: as pessoas andam carentes, carentes de carinho, de atenção, de uma palavra amiga. Sim, as pessoas sentem a necessidade crescente de conversar, de ter contato, de se sentir mais próximas umas das outras e acima de tudo, de compartilhar idéias, assim como opiniões.
Com essa onda de internet, de fones de ouvido, de toda essa tecnologia individualista, as pessoas andam cada vez mais distantes, egoístas, solitárias e frias. O pior de tudo é que a maioria das pessoas não pensa nisso e acha que estamos progredindo, eu discordo, acho um retrocesso. Acho que a única desculpa que podemos dar para não nos comunicarmos é a correria do dia-a-dia mesmo, que é inevitável, mas nem por isso devemos nos separar das pessoas que gostamos.

Pensem um pouquinho em quantas pessoas vocês mantem contato pessoalmente antigamente e comparem com hoje em dia. Quanta diferença, não é? Quanta falta faz ver um amigo ou um parente que mora na mesma cidade e que a preguiça ou qualquer outro fator servem como desculpa para não nos movimentarmos e irmos fazer uma visita? 

Ah e eu odeio quando as pessoas falam: Eu te ligo, me adiciona no msn, orkut, facebook, twitter ou sei lá mais o quê! AFF, eu sinto falta de escrever cartas, cansei da impessoalidade do email, da secura de um oi virtual, nada melhor do que um bom papo olhos nos olhos. Sorry aí, mas eu nasci de um ser humano e é com ele que eu quero conviver, compartilhar experiências e não viver na dependência de uma máquina!

Então pessoal, let's walk, let's talk ;)

E quando alguém te der um oi, responda com um oi, também!

Beijos a todos!

Um comentário:

  1. Demais!!parabéns, que texto maravilhoso,eu falei sobre essa distancia total que adquirimos com a modernidade com meu irmão faz pouco tempo, tudo agora é tuitar,não acho ruim mas só isso tbm nun dá.
    Nós precisamos é do calor humano....

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