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domingo, 3 de abril de 2011

Soltando o verbo: Texto para reflexão.




Olá pessoal,

madrugada de sábado a noite e com certeza a maioria de vocês está relaxando, se divertindo ou vendo tv, certo?

É, esse final de semana tive que praticar mais a minha leitura e estudando alguns textos do meu curso selecionei um bem reflexivo que serve de base para que vocês tenham interesse em beber em fontes filosóficas para entender tudo o que acontece no mundo desde o princípio.

Boa Leitura! ;)

O espanto de existir

 
Aqueles que descobrem o próprio existir são tomados de uma sensação de enorme e espantosa aventura. “Eu existo!”, admira-se. Mas como entro nesta aventura filosófica? Os gregos diziam que ela começa a partir da admiração e do espanto.

O existencialismo também partiu desse espanto e admiração para perceber e mergulhar na aventura do existir.

È bom explicar o que é “existir” num sentido filosófico.

O existir tem sua origem etimologia na palavra latina “ex-sistere”, que quer dizer “estar de pé, fora de”. Isto é, poder observar o próprio ser como se estivesse fora dele. Assim, pode-se dizer que só o homem existe, porque somente ele é capaz de distanciar-se de si mesmo e de seus atos para examiná-los, criticá-los ou valoriza-los.

É por isto que apenas os homens batem recordes. Os animais não superam suas marcas. Exatamente porque o atleta – que aqui comparamos ao ser humano – não se contenta com o que consegue é que ele sempre quer ir além do que já alcançou.

Quando ligamos a TV, quase sempre ouvimos que um recorde foi batido e vemos a alegria do atleta quando recebe o resultado. É a humanidade que existe nele que se supera a cada êxito. Esta é a posição do existir: sou assim, mas posso ser mais, ou de um outro jeito. Mas meu questionar sobre mim e minha consciência não para por aí. Vou mais longe.

Cenas de violência que presencio na rua, a perda de companheiros queridos ou a traição de um amigo me empurram a pensar no meu existir. Por quê?

Quando me pergunto sobre meu existir, tomo consciência dele. É uma situação parecida com a daqueles momentos em que estou sozinho dentro de um elevador e me deparo com um enorme espelho. Ajeito meu cabelo, aprumo meus ombros... Eu ali, comigo mesmo, tendo de me olhar...

Mais ou menos raros, ocorrem em minha vida momentos fortes – doces ou violentos – em que tenho de me olhar de “corpo inteiro”. Busco o sentido de tudo. Penso em mim, nos meus projetos, no mundo que vai me fazendo, neste meu corpo que sou eu.

Pensar é importante. Mas não basta. O pensar não faz existir. Meu pensar não dá o ser às coisas, mas as faz existirem com características boas, más, agradáveis ou inúteis. Eu as transformo em objetos para serem concedidas, ou para serem motivo de agressão ou de construção. Misturando-me à realidade, eu mesmo passo a me conhecer como útil, agradável, triste ou falso.







Fonte: ALMEIDA, Fernando José de. Sartre: é proibido proibir, São Paulo: FTD, 1988. pp.30-33. (Col. Prazer em conhecer) .

Beijos a todos!

2 comentários:

  1. Adorei o texto. Tem haver um pouco com o curso que eu faço.. Que curso vc faz fofa? Beijos

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  2. Oi Rosane, belo texto, aproveito para te avisar que amanhã vai ter um selinho para você lá no blog. Bjs, Rose:D

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