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sexta-feira, 8 de julho de 2011

Soltando o verbo: A importância da Inteligência Emocional!

Olá pessoal,

trago a vocês um trabalho bem interessante que escrevi para uma disciplina do curso de Psicologia e que tenho certeza que vão gostar!


A importância da Inteligência Emocional

Autora: Rosane Angelo Oliveira

Até a década de 1940, o conceito de inteligência pensado pelos psicólogos era tido como a capacidade mental mais útil e importante. Muitos dos mais talentosos psicólogos dedicaram suas vidas a esse estudo, no entanto, vemos que hoje em dia este conceito vem mudando e é preciso reavaliar a situação (Butcher,1972).
Para abordar o tema inteligência emocional é necessário primeiramente o entendimento sobre o conceito de inteligência. Inteligência é um conceito socialmente construído. As culturas variam na definição do que é ser “inteligente”, mas em cada contexto, a inteligência é a habilidade de aprender a partir da experiência, resolver problemas e usar o conhecimento para se adaptar a novas situações. Na pesquisa, a inteligência é aquilo que os testes medem, o que historicamente tende a estar ligado a habilidades acadêmicas (Myers, 2006).
Com o passar dos anos a necessidade de medir o nível de inteligência fez com que surgissem vários tipos de testes, chamados testes de QI (quociente de inteligência), em que era rotulado e predeterminado o futuro de diferentes indivíduos. Atualmente a ênfase é feita nas emoções, com a inteligência emocional, que é definida como a habilidade de perceber, expressar, entender e regular emoções que pretende ser mensurada pelos testes de QE (quociente de emoções) (Nogueira,2005).
Uma visão da natureza humana que ignore o poder das emoções é lamentavelmente míope. A própria denominação Homo sapiens, a espécie pensante, é enganosa à luz do que hoje a ciência diz acerca do lugar que as emoções ocupam em nossas vidas. Como sabemos por experiência própria, quando se trata de moldar nossas decisões e ações, a emoção pesa tanto – e às vezes muito mais – quanto à razão. Fomos longe demais quando enfatizamos o valor e a importância do puramente racional – do que mede o QI – na vida humana. Para o bem ou para o mal, quando são as emoções que dominam, o intelecto não pode nos conduzir a lugar nenhum (Goleman,2007).
A mente emocional é muito mais rápida que a racional, agindo irrefletidamente, sem parar para pensar.Essa rapidez exclui a reflexão deliberada, analítica, que caracteriza a mente racional.No curso da evolução humana, essa agilidade, muito provavelmente, teve como objetivo exclusivo a mais básica decisão: o que merecia a nossa atenção e, uma vez vigilantes, quando, por exemplo, ao enfrentarmos um animal, decidir, em frações de segundos: eu como isso ou isso me come? As espécies que não foram capazes de uma reação imediata tiveram pouca probabilidade de deixar um progênie que passasse adiante seus lentos genes de atuação (Goleman, 2007).
As ações desencadeadas pela mente emocional carregam uma forte sensação de certeza, que é um subproduto de um tipo de comportamento bastante simplificado, de encarar determinadas coisas que, para a mente racional, são intrigantes.Quando a poeira assenta, ou mesmo durante a reação, aí pensamos: “Por que fiz isso?” – este é o sinal de que a mente racional percebeu o que aconteceu, mas não com a agilidade da mente emocional (Goleman, 2007).
Para Goleman (2007) citado por Nogueira (2005), a inteligência emocional está diretamente relacionada ao perfeito equilíbrio da inteligência interpessoal que é a capacidade de entender outras pessoas, comunicar-se de forma adequada com elas, motivando-as, incentivando-as e dirigindo-as, em alguns casos, a um objetivo comum e da inteligência intrapessoal que é a capacidade de se conhecer de entrar em contato com seu próprio "self", de se auto-avaliar, reconhecendo seus pontos positivos e negativos, ficando desta forma mais fácil trabalhá-los e refere-se basicamente à capacidade de reconhecer e lidar com as emoções, aceitando-as e trabalhando-as quando assim for necessário. Sua educação requer uma palavra-chave - "empatia" - pois somente nos colocando no lugar do outro podemos sentir suas reais emoções, e desta forma auxiliar ou educar os problemas relacionados a ela. A empatia, por mais complexa que pareça ser, ainda não é difícil de praticar. O que julgamos mais difícil é a percepção, que precede a empatia e é necessária para a prática do processo empático.
As emoções das pessoas raramente são postas em palavras; com muito mais freqüência, são expressas sob outras formas. A chave para que possamos entender os sentimentos dos outros está em nossa capacidade de interpretar canais não verbais: o tom da voz, gestos, expressão facial e outros sinais. Se não percebermos a tristeza, o ódio, a amargura, a insatisfação, etc. do outro, como poderemos praticar a empatia e tentar auxiliá- lo emocionalmente? O mesmo acontece conosco, pois se não percebermos as nossas emoções e sentimentos, não poderemos lidar com eles (Goleman, 2007).
O ambiente familiar, representado pelo comportamento dos pais que reflete na educação dos filhos, pode ser caracterizado por empatia ou ausência dela. Essa ausência de empatia repete-se às vezes, se não freqüentemente, nas gerações seguintes, com pais brutais que foram brutalizados pelos seus próprios pais na infância. É um notório contraste com a empatia em geral apresentada por filhos de pais protetores, que ensinam os filhos pequenos a mostrar interesse pelos outros e a compreender como a maldade faz as outras crianças se sentirem.Sem essas lições de empatia, essas crianças parecem não aprendê-la de modo algum (Goleman, 2007).
Ver como o próprio cérebro é moldado pela brutalidade – pela força – sugere que a infância é um momento oportuno para o aprendizado de lições emocionais. Essas crianças espancadas tiveram uma dieta inicial e constante de trauma. Talvez o mais instrutivo paradigma para entender a aprendizagem pela qual passaram essas crianças maltratadas esteja em constatar como o trauma pode deixar uma marca duradoura no cérebro – e como essas marcas bárbaras podem ser sanadas (Goleman, 2007)
Essas lembranças traumáticas parecem permanecer como pontos fixos da função cerebral porque interferem no aprendizado posterior – especificamente, no reaprendizado de uma resposta mais normal a esses fatos traumatizantes.Esses traumas causam reações conhecidas por psiquiatras como os sintomas principais do distúrbio da tensão pós – traumática (PTSD) . Os sintomas são, na verdade, sinais de uma amígdala cortical superestimulada impelindo as vívidas lembranças do momento traumático a continuar invadindo a consciência.Como tal, as lembranças tornam-se gatilhos sensíveis, prontos para soar ao alarme ao menor sinal de que o momento temido está para acontecer mais uma vez. Esse fenômeno de gatilho sensível é uma marca característica de todos os tipos de trauma emocional, incluindo os repetidos maus-tratos físicos na infância (Myers, 2006).
A recuperação desses traumas é feita na psiquiatria por meio de três etapas: obter uma sensação de segurança, lembrar os detalhes do trauma e lamentar a perda que ele trouxe e, finalmente, restabelecer uma vida normal. Essa seqüência parece se refletir no cérebro emocional, que reaprende que a vida não precisa ser encarada como uma emergência iminente. A psicoterapia e a medicação específica também auxiliam no tratamento. As lições emocionais – mesmo os hábitos mais profundamente arraigados do coração, aprendidos na infância – podem ser reformuladas com o chamado reaprendizado emocional em que ocorre uma mudança na reação emocional para lidar com os seus sentimentos ao lidar com lembranças angustiantes pelo cérebro que os circuitos límbicos mandariam sinais de alarme em resposta a indícios de um fato temido, mas o córtex pré-frontal e zonas relacionadas teriam aprendido uma nova e mais saudável resposta (Goleman, 2007)
Os três aspectos para uma inteligência bem-sucedida são: inteligência analítica (resolução de problemas acadêmicos) – avaliada pelos testes de inteligência, que apresentam problemas bem definidos com uma única resposta correta, inteligência criativa – demonstrada na reação adaptativa a novas situações e na geração de novas idéias e inteligência prática – necessária para as tarefas quotidianas, que são freqüentemente mal definidas, com múltiplas soluções (Myers, 2006)
Mayer, Salovey e David Caruso (2000) citados por Myers (2006) recentemente desenvolveram uma Multifactor Emotional Intelligence Scale (MEIS) para avaliar a inteligência emocional em seu todo e também em seus três componentes, que avaliam a habilidade da pessoa para: 1. perceber as emoções reconhecendo-as em diversas expressões faciais, apresentações musicais, designs gráficos e histórias, 2. entender as emoções reconhecendo suas mudanças através do tempo, prevendo suas diferenças e aprendendo como se encadeiam e 3. regular as emoções avaliando as estratégias alternativas que as pessoas possam usar quando se deparam com os vários dilemas da vida real.Estudos iniciais utilizando o MEIS e sua versão resumida indicam que a inteligência emocional exibe a credibilidade, a coerência e o desenvolvimento relacionado à idade de uma forma genuína de inteligência humana. Com a fidedignidade de uma medida nas mãos, estudos futuros serão capazes de explorar de modo eficaz as raízes e os frutos da inteligência emocional.
Pessoas emocionalmente inteligentes são autoconfiantes sendo assim bem sucedidas em suas carreiras, casamentos e na educação dos filhos por saberem lidar com suas emoções ao invés de agir por impulsos imediatos, utilizando sua empatia de forma habilidosa para compreender os sentimentos dos outros (Myers, 2006).
 No contexto atual a inteligência emocional assume um papel de destaque na  sociedade, esta, vem a definir o aspecto mais importante para o convívio social que é a maneira como lidamos com as emoções. Muitos casos de violência são cometidos por falta de controle emocional que podemos citar como exemplo a violência no trânsito, em filas de supermercados e de bancos. O controle das nossas emoções determina muitas vezes o nosso destino profissional, uma simples entrevista de emprego vira uma verdadeira tortura para pessoas que não tem uma equilíbrio emocional.Assim temos que saber controlar e lidar com nossas emoções, cabe ao profissional em psicologia saber encaminhar o paciente a um autocontrole emocional por meio da psicoterapia, para que este não venha sofrer com angústias, explosões violentas, entre outras emoções extravagantes que fujam da norma social. O controle ou prevenção de uma pessoa emocionalmente desequilibrada tem que ser feito desde a sua formação educacional, seja esta em seu lar ou na escola. Profissionais da educação básica tem que possuir conhecimento para saber identificar crianças com tais desequilíbrios, para poder orientar seus pais para que estes modifiquem determinados comportamentos que levem a reações traumáticas que possam acarretar em seus filhos um desequilíbrio emocional.

Referências
Butcher,  H.  J.  (1972). A inteligência Humana: Natureza e Avaliação. São Paulo: Perspectiva.
Mayer, J. D., Caruso, D. R., Salovey, P. (2000). Emotional intelligence meets traditional standards for an intelligence.Inteligence,27,p.267-298.
Myers, D. G. (2006). Psicologia (7a ed.). Rio de Janeiro: LTC.
Nogueira, N.  R. (2005). Desenvolvendo as competências profissionais: Um novo enfoque por meio das inteligências múltiplas.São Paulo: Érica.
Goleman, D. (2007). Inteligência emocional: a teoria revolucionária que define o que é ser inteligente. Rio de Janeiro: Objetiva.

Beijos a todos!

Um comentário:

  1. Olá linda só passei pra avizar que o meu blog voltou a funcionar e está com muitas novidades, ah amei seu texto parabéns.

    BeijO!

    @priscinhaa
    http://maniadegloss.blogspot.com/

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