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domingo, 18 de março de 2012

É sempre bom saber que...


Cérebro pode ser 'rejuvenescido', sugere pesquisa


Trabalhos desvendam como ocorrem conexões entre neurônios


Em 28 de Fevereiro de 2012 | 09:32
por Agência Fapesp, via Estadão

 Características consideradas irreversíveis podem ser modificadas, sugere estudo 

Por meio do uso de medicamentos ou intervenções comportamentais, tais estudos sugerem que janelas de aprendizado que - julgava-se - se fecham definitivamente a partir de certa idade podem ser “reabertas”. Enfermidades adquiridas enquanto recém-nascido, e que pareciam incuráveis, também podem ser curadas.


Takao Hensch, neurologista e professor da Escola de Medicina da Universidade Harvard, nos Estados Unidos, um dos que apresentaram trabalhos sobre esse tema na reunião, resume assim a questão: “Trata-se de tornar cérebros velhos jovens de novo”. Suas experiências com ratos se focam em moléculas e na química cerebrais que ajudam a abrir ou fechar essas janelas.


Há sérios riscos envolvidos no processo, no entanto, como o próprio Hensch admite, já que alguns desses procedimentos podem ocasionar danos psiquiátricos ou psicológicos, o que fará com que ainda leve tempo para começarem testes com seres humanos.

No entanto, seu trabalho e de outros tem ajudado a aumentar a compreensão de como o cérebro, especialmente na primeira infância, funciona, em particular a sua plasticidade, ou seja, como ele se alinha e realinha pela formação de novas conexões entre neurônios, ao responder aos estímulos que recebe do ambiente.

O aprofundamento dessas pesquisas pode fazer com que cientistas descubram como intervir para ajudar a melhorar o desenvolvimento e o aprendizado das crianças, bem como fazer com que o cérebro de pessoas recupere parte da plasticidade que tinha no começo da vida.

Janet Werker, professora de psicologia da Universidade da Colúmbia Britânica, no Canadá, tem observado há anos como nos primeiros meses de vida os bebês rapidamente reagem aos sons da fala que ouvem e aos gestos que veem, o que - em especial entre os seis e os nove meses de vida - faz com que elas comecem a aprender a falar a língua de seus pais.

Crianças que nascem e passam esse período inicial em casas onde a família fala duas línguas diferentes manteriam essa janela para o aprendizado de línguas aberta por mais tempo.

Werker também tem registrado há muitos anos que bebês cujas mães haviam sofrido de depressão durante a gravidez tinham essa capacidade de aprender línguas afetada negativamente. Mas, nos casos em que as mães com depressão foram tratadas com um medicamento antidepressivo conhecido como SRI, seus filhos não eram tão afetados.

Recuperação da visão

Charles Nelson, da Escola de Medicina de Harvard, mostrou aos participantes da conferência da AAAS os resultados de outra pesquisa nesta área, realizada com 136 crianças de vários orfanatos em Bucareste, Romênia, que haviam sido abandonadas no nascimento.

Algumas dessas crianças foram adotadas e Nelson comparou o desenvolvimento desses dois grupos com o de 68 outras crianças, que nasceram e foram criadas com seus pais, em casas também em Bucareste, até todas terem completado oito anos de idade.

As conclusões do estudo podem não ter sido surpreendentes, já que comprovaram o que o senso comum preveria: as crianças criadas com os pais tiveram um desenvolvimento cognitivo marcantemente superior aos das que foram adotadas e o destas também foi bastante maior do que as das que ficaram nas instituições.

Mas o interessante foi perceber que muitas das capacidades de aprendizado entre as que foram adotadas que estavam vinculadas às janelas que supostamente se fecham em certo momento foram recuperadas por seus cérebros, o que pode comprovar a teoria geral de que a plasticidade pode retornar, dadas certas condições.

A pesquisa que mais chamou a atenção do público e da mídia neste tema, no entanto, foi a de Daphne Maurer, da Universidade McMaster, do Canadá - instituição com quem a FAPESP tem um acordo de cooperação científica e acadêmica.

Maurer descobriu que crianças nascidas com cataratas congênitas, uma enfermidade visual até agora considerada incurável mesmo após a remoção cirúrgica das cataratas e o uso de lentes de contato, de fato podem obter visão quase completamente normal após uma aparentemente simples intervenção de comportamento.

O aprendizado da visão tem início no nascimento e a janela para ele se fecha aos sete anos, segundo o conhecimento acumulado. As crianças com cataratas congênitas não conseguem prestar atenção a certos detalhes ou acompanhar movimentos como as que não têm a enfermidade e - acreditava-se - depois dos sete anos qualquer tentativa no sentido de curá-las seria malsucedido.

Mas Maurer obteve sucesso com cinco de seis adultos que tiveram cataratas congênitas, as quais ela fez jogar um popular videogame chamado Medal of Honor durante 40 horas distribuídas num período de quatro semanas.

O jogo força as pessoas a prestar atenção em um foco móvel de ação e a diferentes detalhes que aparecem em diversos pontos da tela. Essa atividade, ao que tudo indica, estimula o cérebro a se rearticular.

O êxito do experimento não foi absoluto. Alguns tipos de visão não foram totalmente recuperados nos cinco pacientes que apresentaram enormes melhoras em diversas outras modalidades de visão, especialmente as mais importantes porque têm a ver com a leitura.

Mas o sucesso parcial impressiona e definitivamente autoriza a continuidade de pesquisas. Maurer disse que também tem obtido bons resultados com pacientes estrábicos por meio do uso do mesmo jogo.

Como em outros casos, há também aqui a preocupação sobre eventuais efeitos colaterais que essa interferência na ação cerebral possa vir a causar (como, talvez, o desenvolvimento de esquizofrenia), o que exige extremos cuidados na aplicação de experimentos.

Também há quem objete ao fato de o jogo utilizado ser notoriamente violento e de que, por isso, sua utilização com pacientes infantis poderia ser desaconselhado.

Maurer disse que ela, sua equipe e pessoas especializadas na área de concepção de videogames estão trabalhando para criar um novo, que provoque as mesmas estimulações visuais do Medal of Honor, mas não tenha conteúdo de violência.


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Cientistas tentam desvendar mistério da ' música grudenta '


Neurocientistas e psicólogos investigam por que algumas canções teimam em ficar nas nossas cabeças.

Em 06 de Março de 2012 às 12h06 - Atualizado em 06 de Março de 2012 às 12h59.
por Rithu Chatterjee da BBC, via G1

As músicas têm uma capacidade incrível de grudar nas nossas cabeças e ficar ecoando sem parar em nosso pensamento, atrapalhando a concentração em qualquer outra atividade. Como repórter de ciências, resolvi descobrir por que isso acontece.
Há várias semanas, em uma manhã de domingo, eu estava em casa e, de uma hora para outra, três palavras surgiram na minha cabeça: Funky Cold Medina.
Esse é o nome de uma música do rapper Tone Loc, que, fiquei sabendo recentemente, fez muito sucesso nos anos 1990. Eu ouvira a canção pela primeira vez na noite anterior, em bar de caraoquê.
Por mais que eu tentasse parar de pensar na música, a letra da canção não saía da minha cabeça. Eu passei quase dois dias até conseguir finalmente esquecer a música.
A pesquisadora Vicky Williamson, especializada em psicologia da música, resolveu estudar o fenômeno de músicas que grudam na cabeça depois de perceber que havia pouca literatura científica sobre o assunto. 
Ela descobriu que há diversos termos diferentes em inglês usados pelos cientistas para descrever o fenômeno: 'stuck-song syndrome' (ou síndrome da canção empacada), 'sticky music' (canção pegajosa), 'cognitive itch' (coceira cognitiva) ou 'earworm' (verme de ouvido).
Williamson participou de um programa de rádio da BBC perguntando aos ouvintes quais 'músicas pegajosas' estavam os afligindo recentemente. Ela também reuniu relatos e experiências em uma pesquisa feita no seu site .

Estresse

Com base nesses dados, ela chegou a alguns resultados surpreendentes.

'Quando analisei mais de mil canções pegajosas, percebi que apenas meia dúzia havia sido citada mais de uma vez -- o que mostra quão heterogênea foi a resposta das pessoas. É um fenômeno muito individual', diz Williamson.
Hoje a pesquisadora já possui mais de 2,5 mil relatos. Ela diz que algumas músicas são mais pegajosas simplesmente por estarem em evidência em filmes e seriados de televisão.
É o caso da canção Don't Stop Believing, do conjunto Foreigner, que no começo da sua pesquisa era uma das mais citadas. Na época, a música havia voltado às paradas graças ao seu uso no musical americano Glee.
A psicóloga passou então a tentar entender quais mecanismos desencadeiam o fenômeno.
O primeiro dos fatores é a exposição. A música precisa ter sido ouvida recentemente. Outro é a repetição: quanto mais frequente a música toca, maior é a chance de ela grudar na cabeça de quem ouve.
No entanto, muitas músicas podem ser 'despertadas' por memórias ou ambientes ao nosso redor.
Williamson explica que passou por esse tipo de experiência quando viu uma caixa de sapatos antiga em seu escritório.
'A caixa era de uma loja chamada Faith. Só de ler essa palavra, minha cabeça percorreu uma trilha de memórias até chegar à canção Faith, de George Michael. Dali em diante, eu passei o resto da tarde com a música na cabeça', conta a pesquisadora, que resolveu tirar a caixa do escritório.
Outro fator é o estresse. Uma das entrevistadas disse que quando ela tinha 16 anos -- durante uma época de exames escolares estressantes -- ela ficou com a música 'Nathan Jones' do Bananarama em sua cabeça por dias.
Agora, a entrevistada diz ouvir a música em sua cabeça toda vez que vive algum momento de estresse.

Memória musical



Há algumas teorias que tentam explicar por que uma música gruda na cabeça das pessoas.

Williamson diz que isso pode ser parte de um fenômeno mais amplo, conhecido como memória involuntária. Outra manifestação de memória involuntária é quando alguém fica com vontade de comer algo por se lembrar de uma comida.
Há uma série de motivos que fazem com que isso aconteça também na música. Primeiro pela música ser um estímulo multissensorial, que é sensível a vários fatores externos.
'Segundo porque a música é codificada de forma muito pessoal e emocional, e sabemos que tudo que é codificado com conotações pessoais e emocionais é mais fácil de ser lembrado pela memória', afirma Williamson.
Outros especialistas sugerem que o fenômeno é explicado pela forma como os humanos se desenvolveram.
'Por um longo período, nós precisávamos lembrar informações do tipo: onde fica o poço mais próximo, que tipos de comidas são venenosas e como tratar feridas para evitar infecções', diz Daniel Levitin, da Universidade McGill, de Montreal, especialista em neurociência da música.
Como a escrita só foi inventada há cinco mil anos, enquanto os humanos existem há 200 mil anos, a música foi usada por muito tempo como técnica de memorização, explica Levitin.
Essa prática, segundo ele, continua até hoje, sobretudo em culturas com forte tradição oral.
Levitin diz que a combinação de ritmos, rimas e melodia faz com que músicas sejam mais fáceis de se memorizar do que apenas palavras.
Aos que querem se livrar de uma canção pegajosa, Levitin sugere: 'Pense em outra música, que talvez possa expulsar a canção da sua cabeça'.
Vicky Williamson está buscando a melhor 'cura' para músicas grudentas. Uma das táticas que ela tem explorado é praticar outras atividades, como palavras-cruzadas ou corrida.
*Rhitu Chatterjee, do programa 'The World', para a BBC
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